O mundo sem Sparklehorse

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por Marcelo Damaso | 09/03/2010
O mundo sem Sparklehorse Imagem: Myspace

Na noite do último sábado, 6 de março de 2010, mais um rockstar escrevia seu nome na história do rock. Infelizmente, da pior maneira. Aos 47 anos, Mark Linkous, o gênio por trás da banda Sparklehorse – banda de um homem só – se suicidou com um tiro no coração na cidade Knoxville, no Tennessee, nos Estados Unidos. Em seu site (www.sparklehorse.com), a página inicial traz uma foto de Linkous e a nota divulgada pela família anunciando o suicídio e com os votos de que ele siga para um lugar melhor.

 
No ano passado, o músico lançou na internet o projeto Dark Side Of The Soul, um álbum em parceria com o produtor Danger Mouse e com a parte gráfica cheia de fotos do cineasta David Linch – que acabou dificultando legalmente o lançamento do álbum, lançado de fato em 2010. Com o nome sombrio e quase de alerta, o disco traz a participação de vários vocalistas de bandas amigas do Sparklehorse, como Frank Black (Pixies), Wayne Coyne (Flaming Lips), Julian Casablancas (The Strokes), Jason Lytle (Grandaddy) e Iggy Pop.
 
A mesma consideração artística que Mark Linkous trazia na bagagem estava no álbum It’s A Wonderful Life, de 2001, cinco anos após o apagão que o músico sofreu em um hotel de Londres, durante uma turnê com o Radiohead, depois de exagerar na dose de álcool, antidepressivos e outras substâncias perigosas. No disco, participações de Tom Waits, PJ Harvey e Nina Person. Em 1996, Mark Linkous esteve do outro lado da vida por cerca de dois minutos, depois de ser reanimado e voltar para o lado de cá. Após seis meses em uma cadeira de rodas (suas pernas nunca mais voltaram a ser as mesmas), ele voltou às atividades normais e lançou o esquisito Good Morning Spider, em 1999.
 
O Sparklehorse nasceu em 1995, após o final da banda Dancing Hoods, sua incursão nos anos 80. Seu primeiro disco, o impronunciável Vivadixiesubmarinetransmissionplot colocou a banda em evidência com o clipe de "Someday I Will Treat You Good" e a bela "Homecoming Queen".  
 
Em sua carreira ainda consta o disco Dreamt for Light Years In The Belly, de 2006. No entanto, o EP Distorted Ghost, de 2000, é um de seus melhores trabalhos, que traz a música "Happy Man" em três versões (que veio obscura no disco Good Morning Spider), um rock com refrão ganchudo que anuncia: “tudo o que eu quero é ser um homem feliz”.

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